Cuidados a ter com o seu cartão de crédito

CUIDADOS A TER COM CARTÃO CRÉDITO

Se é um comprador assíduo nas lojas online, já percebeu que um dos meios mais utilizados para pagamento é o cartão de crédito. Refira-se que, segundo um relatório recente do Banco Central Europeu, a fraude utilizando cartões de crédito representa cerca de 70% da fraude online. Existem hackers informáticos que podem roubar os dados do seu cartão e usá-los de forma fraudulenta. Assim, caso os dados do seu cartão sejam roubados ou desconfie que está a ser vítima de fraude, ligue imediatamente para o banco e cancele o seu cartão de crédito.

Deixamos-lhe aqui de seguida alguns conselhos para sua segurança na utilização do seu cartão:
1º Utilize apenas o seu cartão em sites ou plataformas que já conhece ou que considere fidedignas. O site deverá começar por https:// e deverá ter um cadeado no ecrã, isto indica que a ligação é segura;
2º Nunca forneça os seus dados e do seu cartão por email ou por telefone, mesmo que já seja cliente;

3º Utilize outros tipos de pagamento mais seguros como o Paypal ou o Mbnet, em alternativa ao cartão de crédito;
4º Se o site onde está a fazer o pagamento pedir a senha do cartão, fique de pé atrás. Por norma só lhe pedem o nome do titular do cartão, o número e o código de segurança (sequência de 3 números que se encontram no verso);
5º Não guarde os seus dados na sua conta ou serviço online para compras futuras, é preferível, sempre que fizer alguma transação, colocar novamente os dados.

 

 

CARTÕES DE CRÉDITO ESTÃO PARA FICAR

Fala-se cada vez mais da grande carga de impostos que os portugueses carregam, mas o que é certo é que, desde que o período de crise se foi, ou se está a ir aos poucos, os portugueses libertaram a carteira. Aumentaram os créditos à habitação, os créditos pessoais, os cartões de crédito e, por conseguinte, os endividamentos. Segundo os últimos dados fornecidos pelo Banco de Portugal, os cartões de crédito são já 8,2 milhões nas mãos dos portugueses, sinal de que estes voltaram para ficar e são cada vez mais uma opção de pagamento. Como já falamos noutro artigo, muitas instituições bancárias disponibilizam crédito sem olhar a meios. Nas próximas linhas vamos falar um pouco de como deve escolher, utilizar e proteger-se deste crédito fácil, neste caso os cartões de crédito.[/vc_column_text][vc_column_text]

JUROS E TAXAS ELEVADAS DO CARTÃO DE CRÉDITO

Segundo os números do Banco de Portugal em relação a 2017, houve 95 milhões de transações feitas esse ano com cartões, que movimentaram um total de 4,6 milhões de euros. Em relação a 2015 existiu um crescimento de 36% e 10,5% em relação a 2016. Há, também, uma tendência para aumentar os plafonds. Refira-se que o escalão mais atribuído aos clientes varia entre os 1000 e os 2000 euros, o que não deixa de ser estranho já que o não pagamento do cartão de crédito é uma das principais razões dos incumprimentos bancários referentes ao crédito ao consumo.

E, apesar de ser um dos meios com juros e taxas mais altas, é dos que tem mais adesão e, para isso, as campanhas de promoção aos cartões ajudam: não pagamento de anuidade se fizer x valor em compras; milhas para utilizar em viagens, descontos em determinados produtos ou serviços, entre outras. Estas são só algumas das táticas publicitárias dos cartões de crédito.

COMO ESCOLHER?

Em primeiro lugar tem de traçar o seu perfil como consumidor: para que preciso de um cartão de crédito? Quero pagar valor total ou fraseado? Preciso de levantar dinheiro a crédito? Vou usar casualmente ou frequentemente? Estas e outras perguntas vão ajudar a decidir qual o
cartão ideal para si e como o usar.

Atenção que a maior parte das instituições cobrem anuidade. Segundo um recente estudo da DECO Proteste, as entidades que não cobrem anuidade são: Activo Bank, Banco BIG, Cetelem, Bankinter, Cofidis, Crédito Agrícola, EuroBic, MillenniumBCP, Unibanco, Unicre/Deco proteste, Wizink. Dos restantes analisados, os que cobram a anuidade mais alta é Deustsche Bank, Best Bank e Santander Totta. Se optar pelo pagamento faseado não tem como fugir dos juros. As instituições que cobram juros mais elevados são: Activo Bank, Banco BIG, Cetelem, Bankinter, BBVA, Cofidis, EuroBic e Unibanco.