Compras online! Compro, logo existo
Na atual época de saldos em que se vive uma corrida desenfreada às lojas para escolher os artigos que tanto queríamos comprar a preços mais acessíveis, convém lembrar que há direitos do consumidor que podem e devem ser respeitados. Comprar pode ser um ato de entretenimento, pode ser um ato de necessidade mas pode também tornar-se num verdadeiro pesadelo. Cabe-lhe a si estar atento e tomar as devidas precauções. Houve uma evolução significativa desde os últimos estudos, os consumidores passaram a ter acesso a mais informação, a experimentação é cada vez mais fácil e comprar um produto «às escuras» sem o conhecer , passou a ser uma realidade cada vez mais longínqua.
Há características diferentes entre homens e mulheres, entre os vários grupos etários, entre os vários tipos de personalidade, segundo um estudo feito recentemente. Vamos em seguida conhecer um pouco destes resultados onde talvez se mostre surpreendido (ou talvez não), mas primeiramente há uma qualidade que urge informar desde já que é a mais importante quando vai às compras: não compre por impulso!! A maior parte das pessoas que compra por impulso normalmente arrepende-se e desperdiça dinheiro em artigos que não vai usar e que poderia canalizar para outros com mais utilidade.
Olhando para o perfil do consumidor atual, verificamos que existe uma grande evolução desde os últimos estudos. Há várias lojas de especialidade, hipermercados, comércio tradicional, lojas online. Onde será que compram mais os portugueses? Seja qual for a taxa etária, as lojas físicas continuam a liderar em relação às lojas online. O curioso é que se verifica que, antes de concretizar a compra na loja física, o consumidor tem necessidade primeiramente de consultar online as características do produto, os preços e ver opiniões de outros compradores sobre o artigo que quer comprar. No fundo, a loja online, apesar de não estar na liderança, acaba por ser um complemento e de ter um papel fundamental no ato da compra. Mas é nos grupos etários mais jovens que a loja online tem um papel de destaque, o que não traz surpresa.
Falando mais em pormenor do perfil, no caso do Homem com mais de 50 anos, cerca de 30% tem dificuldade em escolher o produto e 10% não sabe o que comprar. Na mulher com menos de 50 anos, há um grande número a fazer compras por impulso e mesmo 10% admitem fazer compras de algo que não precisam.
Em relação à informação, nota-se que o atual consumidor procura saber mais dos produtos, da sua qualidade, do seu preço e compara experiências com outros consumidores. Uma grande percentagem só compra após comparar o preço, 67% sabem que caro não é sinónimo de melhor e 47% valorizam a experiência de compra de outros.
Claro que há alguns produtos cuja percentagem é mais alta quando o arrependimento chega depois da compra e podemos dizer que a percentagem de arrependimento chega quase a metade dos consumidores, principalmente mulheres. Os sapatos lideram a corrida, seguidos pelos smartphones e tablets, grandes eletrodomésticos, pequenos eletrodomésticos e computadores, todos por esta ordem.
O que fazer quando o arrependimento chega? Bem, em Portugal, os direitos do consumidor estão consagrados na constituição, tendo este direito à devolução, por insatisfação, durante um determinado período de tempo. Os prazos variam entre os 15 e os 30 dias, dependendo dos procedimentos de cada loja. É importante, no caso das lojas físicas, informar-se junto do vendedor o respetivo prazo e as condições para devolução.
Nas compras online, a lei prevê um prazo de 14 dias para fazer a devolução, a partir do dia em que o consumidor receba fisicamente esse produto. No caso de ter feito várias compras online, várias encomendas, o prazo conta a partir do último bem que adquiriu em sua posse. A partir da data em que consumidor comunica ao vendedor a intenção de devolver, o vendedor tem 14 dias para fazer o reembolso. Caso este prazo não seja cumprido, o dito vendedor terá de devolver o montante pago pelo consumidor a dobrar, no prazo de 15 dias úteis. Em qualquer uma das situações, as devoluções ocorrem quase sempre sem problemas de maior para o consumidor.
Outras conclusões se podem tirar deste estudo. O comércio tradicional continua a perder para as grandes superfícies. Infelizmente esta realidade é bem presente e acaba por ser uma luta sem fim à vista. As grandes superfícies têm um maior horário de funcionamento, grandes expositores, campanhas promocionais, facilidades de pagamento, fácil estacionamento. Ao invés, o comércio tradicional também tem as suas vantagens: atendimento mais personalizado e caloroso, localização mais próxima, venda maioritariamente produtos nacionais, maior informação sobre cada produto. Os argumentos são vários e cabe-lhe a si escolher.
Com o surgimento da internet e a crise económica, surgiu a venda de artigos em segunda mão. Os bens em segunda mão continuam a ser preteridos em relação aos novos, embora haja uma procura crescente, nomeadamente em lojas online, redes sociais e sites de venda online.
Mobiliário, livros, decoração, tecnologia, roupa são os mais procurados dos artigos usados. Se está a equacionar fazer uma compra deste género tem de tomar alguns cuidados para não comprar gato por lebre ou mesmo ficar sem o seu dinheiro. Será um bom tema para aprofundar de uma próxima vez.
Depois de todas estas considerações, há várias ilações a tirar. Antes de comprar, pense duas vezes. Pense na necessidade, se realmente vai precisar desse produto e não compre logo espontaneamente. Pesquise as características do produto, compare com outros, analise relação qualidade preço. No caso de ser uma promoção, valide qual era o preço anterior desse produto, a sua qualidade, a sua fiabilidade. Mais barato nem sempre significa falta de qualidade e mais caro nem sempre é o melhor.
Conheça os seus direitos e deveres como consumidor e quando efetua uma compra informe-se das práticas pós-venda da respetiva loja para evitar problemas futuros. Seja menos dependente das marcas e reconsidere os seus hábitos de compras.
Seja informado, decidido e rigoroso ao fazer as suas compras online, isto fá-lo-á poupar muito dinheiro.
Compras online ou comércio tradicional? Compro, logo existo
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